Puxando do cigarro pensativo,
o passado volta a fazer sentido...
E tudo o que foi esquecido
volta, por momentos, a ser vivido.
As nuvens voltam a limpar a atmosfera,
e a soterrada dúvida impera.
De que estarei eu à espera,
para soltar a sonolenta esfera?
Com a neve que me aquece o coração,
vejo no sorriso de quem trabalha segurado a um camião,
toda a simpatia do mundo e gratidão
contrastando com tristeza e desilusão...
O que não dava parra cerrar a janela,
consciente que era eu, o eleito.
Sabendo que horas depois tu, minha espinela,
Me despertarias com o sabor dos beijos do teu cabelo, sobre o meu peito!