segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ela:Prefiro um rapaz que me respeite, que cuide de mim, que me cative e que me estime.. Não quero um toto que fale de mim aos amigos e que não me defenda,  mas janta comigo e me oferece coisas!
Eu: Isso não é um rapaz, é um Homem. E Homens, com a nossa idade, há poucos.

domingo, 27 de maio de 2012

Puxando do cigarro pensativo,
o passado volta a fazer sentido...
E tudo o que foi esquecido
volta, por momentos, a ser vivido.

As nuvens voltam a limpar a atmosfera,
e a soterrada dúvida impera.
De que estarei eu à espera,
para soltar a sonolenta esfera?

Com a neve que me aquece o coração,
vejo no sorriso de quem trabalha segurado a um camião,
toda a simpatia do mundo e gratidão
contrastando com tristeza e desilusão...

O que não dava parra cerrar a janela,
consciente que era eu, o eleito.
Sabendo que horas depois tu, minha espinela,
Me despertarias com o sabor dos beijos do teu cabelo, sobre o meu peito!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Azóia :)

No terraço, a noite escura
Manchada por suaves nuvens em tons de salmão
Fazem parecer da última noite de Abril
Uma noite no caloroso verão…
Ao longe, o estrelado horizonte,
transparece a luzes da cidade
e as luzes parabólicas da ponte.
E por fim nasce em mim pura criatividade
De um lado o silêncio gritado pelos pássaros
do outro o escuro clarão da lua.
Toda esta imensidão infinita
num luar apaixonante que perdura
À direita o castelo doirado
E em frente o Palácio encantado.
Tudo em tons brilhantes e claros.
Arrepiam-me estes momentos raros.
São estes momentos que me fazem pensar,
que apesar de querer deixar de fumar,
questiono-me se estes momentos não valem
o pior vício da humanidade, que faz matar.
Perguntam-me se não me importo
de viver onde ninguém vive.
E justifico a solidão e todos os problemas
Com as inspirações para estes poemas!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Páginas de um Note Book Springfiel... (1)

E cá estamos nós outra vez... Como sempre, sozinhos, com a caneta como interlocutor. Não sei se felizmente ou não, mas não tenho muito que te diga. Até acho que é bom porque raras são as vezes que te escrevo para não chorar. Penso sobre tudo, tudo e mais alguma coisa. O meu futuro é uma incógnita, um peixe no oceano, um grão de areia no deserto. Rodeado de influências, sejam peixes ou grãos mas todos com a sua mensagem. Ainda me faltam muitos kilometros para percorrer, muitos amanheceres para ver e muitos luares para viver, sozinho ou acompanhado, mas sempre apaixonado. O que quero pouco sei, acho que satisfazer os outros será a minha missão, não vou desistir e acho que ultimamente tenho jogado melhor. Por hoje é tudo, talvez volte amanhã ou para a semana. O importante é voltar...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Memórias de um Nokia 5800... (4)

Se tudo o que te rodeia fosse nada?
e esta vida alucinante fosse inventada?
Seremos mesmo matéria num mundo?
Ou apenas mentes impares sem fundo?
Quero acreditar que não.
Quero extinguir a solidão
e quero acreditar que muitos caminharão
por estas areias que vos dou a direção.
A vida é feita de degraus,
uns bons e outros maus.
Mas são esses, os piores,
que nos fazem melhores
e homens superiores.
Temos que vencer as dificuldades,
ultrapassar as maldades
e sorrir, sorrir, sorrir...
Chega de confrontos!
Ou será que não estamos prontos?
E peço-te, a ti,
que mudes agora
porque a vida tem fim...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

El solitário

Ele surge, de forma inesperada e timida, procurando por fim liberdade... Após mil transformações e viagens alucinantes de um lado para o outro. Ninguém te quer. Só és interessante numa festa de homens encharcados em alcool. E mulheres? Fogem de ti! As verdadeiras fogem de ti! Abominam-te, odeiam-te, repugnam-te... Quem mal lhes fizeste? Ainda nem te viram e nem te querem ver! Não desistas, tu és sempre impar e deixas a tua marca! E ao fim de tanta contenção lá foges... Por entre duas portas derrompante! És parte de nós, parte do ar. A tua presença sente-se no momento, és gás que arde e não vê, cheiro que vem e mal se aguenta... Maldito traque!


Memórias de um Pum, Afonso da Ega Queirós

Ahahahahahahahahahah

Por vezes rodo sobre mim e olho os outros e sinto que todos vós antes de nascerem foram um pão! Um pão!! Todos tiveram o mesmo azar, estavam sós, num saco, numa mesa, num bonito cesto, rodeados de pães como vós até que... ZÁS! Um jovem de 8 anos agarrou em vós, abriu-vos comeu-vos o miolo e só deixou a códea! Mas tudo bem bonito, para a mãe não ver... Atualmente continuam a ser pão, que vivem de códeas, uns dos outros, são poucos os que ainda têm miolo... Mais directo?? ahahahahahah

terça-feira, 3 de abril de 2012

Manual de Instruções

Após um amigo meu ter publicado no seu Facebook (Ricardo Leandro) este vídeo murmurei “Hmm, se calhar é isto que eu preciso!”  e daí surgiu esta minha ideia de criar o meu próprio manual de instruções! Com o objetivo de informar os que me desconhecem e dar algumas dicas aos que já me conhecem.
Físico:
Altura:  1,83 m
Peso: 73 Kg
Olhos:  Varia consoante o clima
Cabelo: De preto a loiro consoante a zona capilar

Defeitos:
- Persistência (com outros)
- Exigência (com outros)
- Reflexões em excesso (envolvendo outros)


Virtudes:
- Persistência (comigo)
- Exigência (comigo)
- Reflexões em excesso (individuais)
- Boa disposição

- Creatividade
Habilitações:
- 2/3 do 11º ano completo na Escola Secundária de Sampaio na área de Artes Visuais
- 2 Semanas como ajudante de pintor
- 3 Meses como estágio na empresa de construção civil AJBF
- 1 Mês a trabalhar no projeto OTL
Interesses:
- Filosofia
- Geometria Descritiva
- Português
- Educação Física
- Matemática
- Surf
- Volley
- Conversas
- Música
- Escrever
- Pensar
- Debater
- Discutir
- Tentar
Pessoas que me inspiram:
- Augusto “Balão” Pólvora
- Teresa “Levezinha” Pólvora
- Francisco “Hipérbole” Mateus
- Simão “Chorão” Moreira de Puta Pinho
- João “Mestre” Sevilhano
- Diana “Anã” Sargedas
- Diogo “Tripeiro” Sargedas
- Michaela Pólvora
- António Júlio “Big Boss” Baeta
- Nuno “Gigante” Soromenho
- Pedro “KOS” Belchior


Caracteristicas que aprecio:- Humildade
- Interesse
- Criatividade
- Opinião

- Cultura

Música:
- Eddie Vedder
- Eric Clapton
- Ryuchi Sakamoto
- Cat Stevens
- Bob Dylan
- Meat Loaf
- Don McLean
- Jeff Buckley
- The Animals
- The Beatles
- Louis Armstrong
- Rui Veloso
- Pedro Abrunhosa
- Boémia
- Sergio Godinho
- Jorge Palma
- Fyfe Dangerfield
Isto é tomado por vós (na grande maioria julgo eu) como uma parvoíce, e por mim como uma bincadeira. Não custa e não é mau por vezes avaliarmo-nos, é com esse objetivo, se suscitar em vocês um auto-avaliação que coloco tudo isto aqui... Vou tentar apagar os meus defeitos e alargar as minhas virtudes. Aproveitem enquanto cá estamos, não só nós, mas também os que nos rodeiam!
(este post vai, provavelmente, sofrendo alterações com o avançar do tempo. Sempre que me lembrar de algo novo actualizo)

Uma pausa...


Uma pausa... Como as adoro, as pausas. Seja para o que for. Para rir, para chorar, para beber ou para fumar. É bom quebrar por vezes o ritmo, torna-se mais produtivo. Passa-nos tudo pela cabeça... Tudo, tudo, tudo. Desde o surf da semana passada, ao treino do último mês, aos trabalhos que tenho que fazer mais logo, aos testes que tenho no mês seguinte, à média que vou ter no fim do ano, à entrada ou não na faculdade, o futuro emprego, a minha futura mulher, os meus putos que espero um dia nascerão, aos meus netos, à minha morte. E assim em 3 linhas sintetizei os pontos altos da minha vida, planeada detalhadamente por mim. Por ser uma pausa, não posso escrever mais. Cá vou eu de volta para a terra... Carpe diem!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Memórias de um Nokia 5800... (3)


Sento-me na varanda
olhando o céu e o mar,
pensando como a vida anda
e percebendo que a maior doença é amar.
Não vale a pena usar o álcool como remédio,
apagar beatas e rasgar folhas,
tudo o que vivo sem ti é um tédio.
Sabendo que nem sequer me olhas,
se houve-se uma máquina do tempo
e me levasse do banco que me sento
até a um determinado momento
passaria horas para fazer o que penso
e seria mais uma merda no vento…
Acendo um fósforo e vejo semelhanças.
Vejo parecenças e lança-me algumas lembranças…
Existe chama que pouco tempo depois se apaga.
Mas entre nós nunca se acendeu.
Não há rastilho, até a pólvora seca desapareceu.
Nem pilares que suportem o que agora morreu…
Nada nos faz respirar.
Não temos oxigénio, H2O não nos assiste.
Hoje sou apenas cinza,
E tu carbono a vaguear,
alguém te vai inspirar…
Porque é que te conheci?
Foram os melhores dias que vivi,
mas agora, longe de ti
anseio pelo fim…

Por vezes é bom recordar o que pensamos, "cartas de amor quem as não tem?" é pena todas serem ridículas... Esta andava escondida no meu telemóvel e adoro-a.

aMAR-te

Adoro estar contido a sós. Quando chego pela aurora e cumprimento a gélida areia onde coloco as descobertas plantas dos pés. O teu "olá", ensurdecedor. Bummm, brummm, bunnnn! Dizes-me tu nas manhãs de inverno! Cá está ele, o sorridente arrepio que passa por todo o corpo quando percebo que durante a noite cresceste e sinto que hoje quem manda és tu. Mas eu vou. Pronto a desfazer-te trocando as quilhas por facas! Ou pelo menos tentar... O azul escuro em céus nublados ou o verde claro nos dias claros de novembro, independentemente da roupa que vestes, és lindo! A tua força, a tua intensidade, a tua cor, o teu cheiro, a tua humidade, a minha humildade e a nossa diversão. Deslizar sobre ti como desliza um pássaro no céu, como desliza um lápis numa folha, como desliza um pincel numa tela ou uma caneta num caderno... Brincar contigo é arte. Adoro ver-te, mesmo cá de fora. Quando estou sentado e tu trazes até à areia simples súbditas que se vão enrolando ao longo do tempo num suave véu branco, transmitem-me tanta paz, paz, paz... Foi contigo que conheci os meus melhores amigos, estar-te-ei eternamente grato, morreu a teu lado não seria morrer...

sábado, 10 de março de 2012

Memórias de um Nokia 5800... (2)

Perdi o controlo...
As ideias voam
Sem definição
E em ebulição.
Mas tanta ambição
Em plena construção
numa cabeça sem direcção
que perde posição
e sente indignação.

A inconstante vida da adolescência 
que tombaleia sem antecedência
nesta maré de violência
e só procura resistência
para sair deste país em falência...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Memórias de um Nokia 5800... (1)

Qual é a importância da aparência num amante da mente?
Será que o que se veste mostra o que cada um sente?

Se assim fosse mostraria pobreza e falta de cultura,
mas sinto-me rico e a cultura perdura.

Refuto as regras da boa aparência, 
porque a verdadeira essência,
pertence-me.

Já julguei sem conhecer
e já conheci pelo que vi, 
ambas são lixo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Felicidade

Tanto pó nas minhas teclas...
Fujo dos deveres para trocar contigo uns mimos. E hoje e agora trago-te um excelente tema! Um daqueles que tenho a certeza que quando acabar esta "reflexão" já se encontra em desacordo comigo.
E o tema é... (Tambores) Felicidade!
A tão temida palavra... digo eu que se tomasse corpo seria o tal ser perfeito que não conseguimos imaginar...



É Omnipresente. Está em toda a parte, está em nós, em ti e em mim. Sou eu que a desenho, és tu que a escreves e todos nós que imbecilmente a apagamos. É Omnisciente. Sabe sempre como te por a vibrar por dentro. Sabe acelera-te o coração. Sabe abrir a barragem que tens em cada olho nos momentos mais comoventes. Sabe quais são os melhores parceiros humanos. Sabe todos os teus amigos, um por um. Sabe tudo! É Omnipotente. Tem a força para afogar rios de tristeza. Haverá algo mais forte? Faz-te saltar. Faz-te rir sem parar. Faz-te correr com um sorriso maior que todos os oceanos. Por vezes esmaga a tua consciência para poderes voar sem para-quedas... que bom que é!


Sorri! Os amigos são os melhores ingredientes para cozinhar esta fantástica refeição! Todos, todos, todos juntos! Numa só panela! Nada mais é preciso!
Não tens amigos? Mentira! Tens poucos amigos? Isso já acredito... Mas quantidade não significa qualidade. Nas redes sociais conheço todo o país, toda a Europa, todo o Mundo... E quantos amigos tiro de lá? Daqueles verdadeiros que me conhecem como eu, que não só me vão deixar quando eu os deixar. Quantos? Eu cá sei... 


A Felicidade é a nossa água! Com ela vencemos tudo e todos. Corremos ao frio e à chuva. Saltamos pelas poças de lama e rasgamos os céus! Sem ela não somos nada. Um ser triste deixa de o ser, é só mais uma pedra desta sociedade.


Em tempos difíceis ela é a mais importante! Queres um conselho? Junta-te à Feliocentrismo, a melhor das teorias! Sejam felizes! Só vos peço isso, sejam felizes!



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os meus dedos tremem

Entristece-me como nos fizeram assim tão racionalmente animais! Fico emocionado, deveras emocionado que quando vejo estas imagens e tenho vontade que rachar tudo o que me rodeia e ir correr como eles pelos prados! Somos tão maus... Somos rudes, vingativos, frios, anormais, pedras, merda, não somos sequer animais! Desde quando é que alguém merece ser tratado desta forma, com esta barbaridade? Mas quem é que são verdadeiramente os animais? QUEM? ELES? Por vezes mereciamos estar presos num balde de cuspo animal! São atitudes como estas que me deprimem e me revoltam como nada nem ninguém antes... É desolador pensar que nós, homens, fazemos isto, nem que fosse por uma única vez, que não é... Mas que mundo é este em que os mais fortes atacam os mais fracos? Onde é que existirá o verdadeiro significado da palavra justiça? LEVEM-ME PARA LÁ! Cabe em alguma cabeça torturar alguém? Pior! Torturar alguém mais fraco que quando lançamos uma bola corre por ela e volta para nós com um sorriso? Alguém que nos indica as passadeiras e os melhores troços quando infelizmente não temos 1 dos 5 sentidos? Alguém que salva vidas em terramotos? Alguém que nos faz viver? Alguém que vive? Alguém? QUEM SOMOS NÓS? QUEM?

vejam isto: http://www.earthlings.com/

Que boss


SICK!!!!!!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

De volta as formigas pelo carreiro

As férias afundam-se no horizonte e emerge a vontade de escrever... Talvez uma pequena síntese, algo mais pormenorizado, não sei... Ou melhor, ainda não sei. 
Uma surftrip que sucumbiu ao poder da natureza que nos castigou com frio e vento a nossa ousadia... As ondas nos primeiros dias não ajudaram de todo, mas no segundo umas vagas rolavam em direcção à areia em Ribeira d'Ilhas.
E lá voltamos os 4 recebidos como reis e tratados como princesas.
Mais uma pequena viagem sobre o deserto em direcção à cidade para trazer mais uma peça do puzzle, e por fim carnaval! A tal peça que faltava ficou pelo calor do tijolo a repousar e curar mais uma das mil infecções...
A noite foi divertida e calorosa. Umas marteladas aqui, umas imperiais a voar ali e lá se passaram 8 horas de samba e carnaval.
Agora tudo volta ao normal... As àguas dos rios correm para a escola, os pássaros voam para os livros e os coelhos saltam para as tocas. Tenho de me concentrar. Isto de planos a longo prazo como motivação têm os seus problemas, mas tenho que fechar os olhos, respirar, relembra-los um por um e sentir que fazem sentido. Até já, we live in a wonderful world!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

http://araka.com.br/index.php/as-100-melhores-fotos-de-arte-urbana-de-2011/

LINDO!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Em dias como o de hoje, há coisas que não se dizem e outras que não se escrevem, por isso, venho apenas mandar-te um beijinho.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lar, DOCE lar!


Está feito. Entrego o teste de Português… Os Maias vão evaporar-se da minha mente, pelo menos durante uns dias, acho eu… Aperto o casaco, ajeito o cachecol e lá vou eu, subindo a rampa que une os pavilhões da minha escola ao portão. Lá fora já me espera a minha mãe, não convém que apanhe frio, estou a um passo de apanhar uma pneumonia. Já dentro do carro, os formais cumprimentos de quem não se vê à hora e meia e lá vamos nós no deslizar das rodas do carro em direcção aos recados. No hipermercado as pessoas correm de um lado para outro, eu passo pelas quatro estações do ano, nos congelados o inverno, na padaria o verão, nos chocolates a primavera e o Outono remete-me á pequena livraria. Pagamos e outra vez para a máquina da marcha. Sesimbra é a próxima paragem. Subo as escadas da pequena casa da minha avó e seguro o saco de plástico que tem o que supostamente seria o meu almoço e passou a ser o meu lanche, digo adeus e justifico a ausência de um beijo com o medo de transferir micróbios à já frágil minha avó. Finalmente, próxima paragem: Casa!
Já no calor do meu belo quarto a minha mãe diz-me que vai passear as nossas três rainhas, as minhas três cadelas. Afinal duraram apenas minutos até relembrar Os Maias, vem-me à cabeça uma das melhores habilidades de Eça, a hipalage. E que tal um “cigarro pensativo”? A casa por minutos no meu poder e mais uma vez fraco à tentação lá subo eu até ao terraço, e pensando na saúde da minha mãe tiro-lhe um cigarro.
Finalmente sós. Só eu e a Natureza. A mesma manda o vento cumprimentar-me beijando as mais expostas partes da minha face. Umas belas festas do vento no meu nariz e na minha testa fazem-me arrepios. Encostado na parede branca, já escura, derivado da grande humidade presente na minha zona, encosto o ombro e sinto que estou a mergulhar o úmero no mais confortável e esponjoso sofá de todos os tempos. Ao som de Rod Stewart penso ao ritmo que os meus pulmões cospem o fumo que faz-lhes tudo menos bem. Peço-lhes desculpa e justifico-me com o sabor do fumo na cabeça que me permite estas pequenas reflexões. Lá ao fundo, vejo a metrópole a suar fumo e pó, justificado pelo caminhar de todos os seus habitantes que correm, de um lado para o outro, gastando e ferindo as pedras da calçada. Tão bom que é morar no campo! Sou só eu, as perdizes, os melros, os arbustos, as ervas, a relva, a terra, as sábias pedras, o vento, as nuvens, todos os outros pequenos passarinhos que desconheço o nome e todas as outras pequenas plantinhas que por ignorância ignoro. Invejo a forma como as aves correm pelo céu e a serenidade que as plantas me transmitem. Que sorte! Felizmente não me posso queixar, só me coloco por cima delas porque tenho cérebro e consigo expressar-me melhor que elas. O sol queima-me as maçãs do rosto e encandeia-me os olhos claros, curiosamente hoje, da cor do céu. Despeço-me de todos com a cara apontando para o chão pensando que vou voltar para o anexo onde lhes dedico minutos e palavras de inveja e alegria. A Natureza é sem sombra para dúvidas a nossa maior progenitora!

Video da Semana


 

Este tipo de surf é mesmo só para um restritíssimo grupo de pessoas, espantoso e doloroso!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Religião?


Vou falar no tema que no meu entender suscita mais dúvidas, questões e opiniões de todos os tempos. A Religião. Assumo que sofro provavelmente de cepticismo agudo e, por isso, espero não ferir nenhum crente com as minhas palavras, são apenas opiniões, e como é óbvio subjectivas. Ninguém pode negar ou afirmar a existência de Deus. Afirmar ou negar a existência de Deus é uma falácia, de seu nome de apelo à ignorância. Se nunca vi Deus não posso usar isso como justificação para a sua não existência, tal como o facto de nunca o ter visto ser utilizado como justificação para a sua existência. Não critico nem repugno nenhum crente, seja ele cristão, judeu, budista, islamita ou crente em qualquer outra religião. Nas pequenas discussões que tive com amigos ou conhecidos que defendiam a existência de Deus, a Fé era sempre a rainha do seu amor pela religião. Fé, esta palavra que deriva do latim fides que significava fidelidade representa, no nosso dicionário, “firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objectivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia ou fonte de transmissão” e independente de acreditar ou não aprecio a atitude de todos os crentes. Em tempos Deus justificava tudo. Quando apareciam tempestades ou más condições climatéricas era um castigo de Deus, quando haviam grandes períodos de longuíssimas secas era castigo de Deus, quando o clima tinha uma atitude positiva connosco era benção de Deus. Penso que não vale a pena justificar estas pequenas teses porque hoje em dia são poucos os que acreditam nelas. Percebo que em tempos que a tecnologia não era o que é hoje, Deus fosse a base de todos os bens e males que eram assoprados ao nosso mundo, contudo praticamente tudo está justificado e descoberto, como a teoria Geocêntrica que foi refutada, contra a opinião da Igreja. Portanto a existência ou a ausência de um Deus não me afecta nem me fascina. O que desperta o pequeno bichinho no meu estômago é a definição de Fé. O que é realmente a Fé? Será que é mesmo necessário associar a palavra Fé a alguma Religião? Até certo ponto acredito numa pontinha da existência desse tal sentimento, que ninguém pode negar. Está presente no nosso dia-a-dia. Quando eu acredito que o meu clube vai ser campeão mostro fé. Não posso prever o futuro e, de certeza, jogos difíceis vão acontecer mas eu acredito piamente que o meu clube tem capacidades para ultrapassar tudo isso. Este é o exemplo mais simples de fé. Enquanto que eu peço (não sei bem a quem) pelo sucesso do meu clube as religiões atribuem nomes a esse Alguém que eu peço ajuda, a esse Alguém que eu acredito, a única diferença é que eu não tenho uma imagem construída sobre ele, quando peço não me imagino a conversar com um homem de barbas longas e castanhas que de braços abertos que ouve os meus pedidos, e tudo isto por trás tem uma história romântica que prende os crentes mais desatentos que não encontram erros nas escrituras (que muitas vezes nem as sabem).
Custa-me acreditar que exista Alguém que lá no topo olha por nós, aliás não acredito mesmo. De facto não existe justificação para o mundo perfeito onde vivemos, todos os seres são perfeitos, as tartarugas por serem lentas mas têm carapaças mais resistentes que as protegem os outros perigos, os elefantes são tão grandes mas têm uma tromba que lhes permite chegar à água, o nosso corpo humano é perfeito são raras as coisas que temos a mais, perfeito de mais até, mas não atribuo isso a um Deus, a um Alguém superior que tornou tudo isto possível…
Não acredito em religiões e para mim a melhor prova que tudo isso é (desculpem o termo) “desnecessário” é que todos os valores que elas nos ensinam (eu concordo com todos e acho-os bastante importantes) nem sempre são cumpridos. “Ama o próximo” e depois há guerras entre religiões pois supostamente a minha é melhor que a tua? Aprecio os seus valores e ideais mas acho que as Religiões em si não são necessárias.
Acredito numa energia abstrata e transparente que nos prende e testa diariamente, o que é? Não sei...

E você? Acredita em alguma religião? O que pensa sobre isto?

O meu trabalho preferido...