Aqui ficam alguns pequenos pensamentos ou reflexões de um jovem que pouco ou nada sabe... Nenhum dos arquivos que aqui vou deixar pretendem ser ofensivos, caso isso aconteça, peço que me informem. Apenas quero partilhar o que o meu cérebro pontapeia e grita, seja em palavras, desenhos ou qualquer outro tipo de comunicação.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Os meus dedos tremem
Entristece-me como nos fizeram assim tão racionalmente animais! Fico emocionado, deveras emocionado que quando vejo estas imagens e tenho vontade que rachar tudo o que me rodeia e ir correr como eles pelos prados! Somos tão maus... Somos rudes, vingativos, frios, anormais, pedras, merda, não somos sequer animais! Desde quando é que alguém merece ser tratado desta forma, com esta barbaridade? Mas quem é que são verdadeiramente os animais? QUEM? ELES? Por vezes mereciamos estar presos num balde de cuspo animal! São atitudes como estas que me deprimem e me revoltam como nada nem ninguém antes... É desolador pensar que nós, homens, fazemos isto, nem que fosse por uma única vez, que não é... Mas que mundo é este em que os mais fortes atacam os mais fracos? Onde é que existirá o verdadeiro significado da palavra justiça? LEVEM-ME PARA LÁ! Cabe em alguma cabeça torturar alguém? Pior! Torturar alguém mais fraco que quando lançamos uma bola corre por ela e volta para nós com um sorriso? Alguém que nos indica as passadeiras e os melhores troços quando infelizmente não temos 1 dos 5 sentidos? Alguém que salva vidas em terramotos? Alguém que nos faz viver? Alguém que vive? Alguém? QUEM SOMOS NÓS? QUEM?
vejam isto: http://www.earthlings.com/
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
De volta as formigas pelo carreiro
As férias afundam-se no horizonte e emerge a vontade de escrever... Talvez uma pequena síntese, algo mais pormenorizado, não sei... Ou melhor, ainda não sei.
Uma surftrip que sucumbiu ao poder da natureza que nos castigou com frio e vento a nossa ousadia... As ondas nos primeiros dias não ajudaram de todo, mas no segundo umas vagas rolavam em direcção à areia em Ribeira d'Ilhas.
E lá voltamos os 4 recebidos como reis e tratados como princesas.
Mais uma pequena viagem sobre o deserto em direcção à cidade para trazer mais uma peça do puzzle, e por fim carnaval! A tal peça que faltava ficou pelo calor do tijolo a repousar e curar mais uma das mil infecções...
A noite foi divertida e calorosa. Umas marteladas aqui, umas imperiais a voar ali e lá se passaram 8 horas de samba e carnaval.
Agora tudo volta ao normal... As àguas dos rios correm para a escola, os pássaros voam para os livros e os coelhos saltam para as tocas. Tenho de me concentrar. Isto de planos a longo prazo como motivação têm os seus problemas, mas tenho que fechar os olhos, respirar, relembra-los um por um e sentir que fazem sentido. Até já, we live in a wonderful world!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Lar, DOCE lar!
Está feito. Entrego o teste de Português… Os Maias vão
evaporar-se da minha mente, pelo menos durante uns dias, acho eu… Aperto o
casaco, ajeito o cachecol e lá vou eu, subindo a rampa que une os pavilhões da
minha escola ao portão. Lá fora já me espera a minha mãe, não convém que apanhe
frio, estou a um passo de apanhar uma pneumonia. Já dentro do carro, os formais
cumprimentos de quem não se vê à hora e meia e lá vamos nós no deslizar das
rodas do carro em direcção aos recados. No hipermercado as pessoas correm de um
lado para outro, eu passo pelas quatro estações do ano, nos congelados o
inverno, na padaria o verão, nos chocolates a primavera e o Outono remete-me á
pequena livraria. Pagamos e outra vez para a máquina da marcha. Sesimbra é a
próxima paragem. Subo as escadas da pequena casa da minha avó e seguro o saco
de plástico que tem o que supostamente seria o meu almoço e passou a ser o meu
lanche, digo adeus e justifico a ausência de um beijo com o medo de transferir micróbios
à já frágil minha avó. Finalmente, próxima paragem: Casa!
Já no calor do meu belo quarto a minha mãe diz-me que vai
passear as nossas três rainhas, as minhas três cadelas. Afinal duraram apenas
minutos até relembrar Os Maias, vem-me à cabeça uma das melhores habilidades de
Eça, a hipalage. E que tal um “cigarro pensativo”? A casa por minutos no meu
poder e mais uma vez fraco à tentação lá subo eu até ao terraço, e pensando na
saúde da minha mãe tiro-lhe um cigarro.
Finalmente sós. Só eu e a Natureza. A mesma manda o vento
cumprimentar-me beijando as mais expostas partes da minha face. Umas belas
festas do vento no meu nariz e na minha testa fazem-me arrepios. Encostado na
parede branca, já escura, derivado da grande humidade presente na minha zona,
encosto o ombro e sinto que estou a mergulhar o úmero no mais confortável e
esponjoso sofá de todos os tempos. Ao som de Rod Stewart penso ao ritmo que os
meus pulmões cospem o fumo que faz-lhes tudo menos bem. Peço-lhes desculpa e
justifico-me com o sabor do fumo na cabeça que me permite estas pequenas reflexões. Lá ao fundo, vejo a metrópole a suar fumo e pó, justificado pelo caminhar de todos os seus habitantes que correm, de um lado para o outro, gastando e ferindo as pedras da calçada.
Tão bom que é morar no campo! Sou só
eu, as perdizes, os melros, os arbustos, as ervas, a relva, a terra, as sábias
pedras, o vento, as nuvens, todos os outros pequenos passarinhos que desconheço
o nome e todas as outras pequenas plantinhas que por ignorância ignoro. Invejo
a forma como as aves correm pelo céu e a serenidade que as plantas me
transmitem. Que sorte! Felizmente não me posso queixar, só me coloco por cima
delas porque tenho cérebro e consigo expressar-me melhor que elas. O sol
queima-me as maçãs do rosto e encandeia-me os olhos claros, curiosamente hoje,
da cor do céu. Despeço-me de todos com a cara apontando para o chão pensando
que vou voltar para o anexo onde lhes dedico minutos e palavras de inveja e
alegria. A Natureza é sem sombra para
dúvidas a nossa maior progenitora!
Video da Semana
Este tipo de surf é mesmo só para um restritíssimo grupo de pessoas, espantoso e doloroso!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Religião?
Vou falar no tema que no meu entender suscita mais dúvidas, questões e opiniões de todos os tempos. A Religião. Assumo que sofro provavelmente de cepticismo agudo e, por isso, espero não ferir nenhum crente com as minhas palavras, são apenas opiniões, e como é óbvio subjectivas. Ninguém pode negar ou afirmar a existência de Deus. Afirmar ou negar a existência de Deus é uma falácia, de seu nome de apelo à ignorância. Se nunca vi Deus não posso usar isso como justificação para a sua não existência, tal como o facto de nunca o ter visto ser utilizado como justificação para a sua existência. Não critico nem repugno nenhum crente, seja ele cristão, judeu, budista, islamita ou crente em qualquer outra religião. Nas pequenas discussões que tive com amigos ou conhecidos que defendiam a existência de Deus, a Fé era sempre a rainha do seu amor pela religião. Fé, esta palavra que deriva do latim fides que significava fidelidade representa, no nosso dicionário, “firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objectivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia ou fonte de transmissão” e independente de acreditar ou não aprecio a atitude de todos os crentes. Em tempos Deus justificava tudo. Quando apareciam tempestades ou más condições climatéricas era um castigo de Deus, quando haviam grandes períodos de longuíssimas secas era castigo de Deus, quando o clima tinha uma atitude positiva connosco era benção de Deus. Penso que não vale a pena justificar estas pequenas teses porque hoje em dia são poucos os que acreditam nelas. Percebo que em tempos que a tecnologia não era o que é hoje, Deus fosse a base de todos os bens e males que eram assoprados ao nosso mundo, contudo praticamente tudo está justificado e descoberto, como a teoria Geocêntrica que foi refutada, contra a opinião da Igreja. Portanto a existência ou a ausência de um Deus não me afecta nem me fascina. O que desperta o pequeno bichinho no meu estômago é a definição de Fé. O que é realmente a Fé? Será que é mesmo necessário associar a palavra Fé a alguma Religião? Até certo ponto acredito numa pontinha da existência desse tal sentimento, que ninguém pode negar. Está presente no nosso dia-a-dia. Quando eu acredito que o meu clube vai ser campeão mostro fé. Não posso prever o futuro e, de certeza, jogos difíceis vão acontecer mas eu acredito piamente que o meu clube tem capacidades para ultrapassar tudo isso. Este é o exemplo mais simples de fé. Enquanto que eu peço (não sei bem a quem) pelo sucesso do meu clube as religiões atribuem nomes a esse Alguém que eu peço ajuda, a esse Alguém que eu acredito, a única diferença é que eu não tenho uma imagem construída sobre ele, quando peço não me imagino a conversar com um homem de barbas longas e castanhas que de braços abertos que ouve os meus pedidos, e tudo isto por trás tem uma história romântica que prende os crentes mais desatentos que não encontram erros nas escrituras (que muitas vezes nem as sabem).
Custa-me acreditar que exista Alguém que lá no topo olha por nós, aliás não acredito mesmo. De facto não existe justificação para o mundo perfeito onde vivemos, todos os seres são perfeitos, as tartarugas por serem lentas mas têm carapaças mais resistentes que as protegem os outros perigos, os elefantes são tão grandes mas têm uma tromba que lhes permite chegar à água, o nosso corpo humano é perfeito são raras as coisas que temos a mais, perfeito de mais até, mas não atribuo isso a um Deus, a um Alguém superior que tornou tudo isto possível…
Não acredito em religiões e para mim a melhor prova que tudo isso é (desculpem o termo) “desnecessário” é que todos os valores que elas nos ensinam (eu concordo com todos e acho-os bastante importantes) nem sempre são cumpridos. “Ama o próximo” e depois há guerras entre religiões pois supostamente a minha é melhor que a tua? Aprecio os seus valores e ideais mas acho que as Religiões em si não são necessárias.
Acredito numa energia abstrata e transparente que nos prende e testa diariamente, o que é? Não sei...
E você? Acredita em alguma religião? O que pensa sobre isto?
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