sexta-feira, 23 de março de 2012

Memórias de um Nokia 5800... (3)


Sento-me na varanda
olhando o céu e o mar,
pensando como a vida anda
e percebendo que a maior doença é amar.
Não vale a pena usar o álcool como remédio,
apagar beatas e rasgar folhas,
tudo o que vivo sem ti é um tédio.
Sabendo que nem sequer me olhas,
se houve-se uma máquina do tempo
e me levasse do banco que me sento
até a um determinado momento
passaria horas para fazer o que penso
e seria mais uma merda no vento…
Acendo um fósforo e vejo semelhanças.
Vejo parecenças e lança-me algumas lembranças…
Existe chama que pouco tempo depois se apaga.
Mas entre nós nunca se acendeu.
Não há rastilho, até a pólvora seca desapareceu.
Nem pilares que suportem o que agora morreu…
Nada nos faz respirar.
Não temos oxigénio, H2O não nos assiste.
Hoje sou apenas cinza,
E tu carbono a vaguear,
alguém te vai inspirar…
Porque é que te conheci?
Foram os melhores dias que vivi,
mas agora, longe de ti
anseio pelo fim…

Por vezes é bom recordar o que pensamos, "cartas de amor quem as não tem?" é pena todas serem ridículas... Esta andava escondida no meu telemóvel e adoro-a.

Um comentário:

  1. Não gosto daquela barrinha do "excelente", "muito bom" e tal e tal. Depreende-se pela profundidade das palavras que este texto tem um grande significado e, quando o escreveste, aposto que não estavas à espera que pessoas anónimas o limitassem numa redundante "cruzinha",como se faz nas eleições.
    A verdade é que todas as "cartas de amor", como tu lhe chamas, são escritas na esperança que alguém as leia. Espero, sinceramente, que o pilar deste texto a leia e se sinta crescer por ter inspirado tais palavras. Nunca anseies que acabe. Se perdura, por algum motivo é...

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