quinta-feira, 12 de abril de 2012

El solitário

Ele surge, de forma inesperada e timida, procurando por fim liberdade... Após mil transformações e viagens alucinantes de um lado para o outro. Ninguém te quer. Só és interessante numa festa de homens encharcados em alcool. E mulheres? Fogem de ti! As verdadeiras fogem de ti! Abominam-te, odeiam-te, repugnam-te... Quem mal lhes fizeste? Ainda nem te viram e nem te querem ver! Não desistas, tu és sempre impar e deixas a tua marca! E ao fim de tanta contenção lá foges... Por entre duas portas derrompante! És parte de nós, parte do ar. A tua presença sente-se no momento, és gás que arde e não vê, cheiro que vem e mal se aguenta... Maldito traque!


Memórias de um Pum, Afonso da Ega Queirós

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